Feira de franquias traz diversas opções para quem pensa em começar o próprio negócio

Posted on 18/04/2015

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Franchising Fair chegou à 5ª edição e reuniu 150 marcas de vários segmentos em Belo Horizonte

Evento é alternativa para quem quer começar o próprio negócio e não está disposto a correr riscos / J.Mcway

Evento é alternativa para quem quer começar o próprio negócio e não está disposto a correr riscos / J.Mcway

A instabilidade da economia brasileira tem feito com que muitas pessoas busquem soluções alternativas para aumentar a renda. Nessa fase conturbada, começar o próprio negócio, do zero, pode não ser a melhor solução. Por isso, as franquias têm se mostrado grandes aliadas de quem não quer mudar de ares, mas sem precisar arriscar ou investir em uma área passível de mudanças. De 17 a 19 de abril, Belo Horizonte recebeu a 5ª edição da Franchising Fair – Feira Nacional de Franquias, evento que atraiu mais de 7 mil pessoas ao Expominas, na região oeste da capital.

Das grandes redes de alimentação até companhias especializadas na terceirização dos serviços domésticos, a Franchising Fair contou com 85 stands cheios de empresários dispostos a cativar potenciais franqueados na cidade. E a variedade de ofertas foi o que mais chamou a atenção de quem visitou o local durante os três dias de eventos. Com valores de compra entre 10 mil e 500 mil reais, os visitantes, atentos, ouviam a explicação dos empresários sobre as vantagens em escolher o sistema de franquias para iniciar o próprio negócio.

“O momento econômico do país não permite que as pessoas se arrisquem tanto ao começar um negócio do zero. Não há muitas garantias de sucesso para quem abre a empresa agora. O caminho, nessas horas, é apostar na franquia”, explica o diretor nacional da Franchising Fair, Ademar Pahl. Para ele, quem se interessa em comprar uma franquia não está disposto a correr riscos. “Quem vai atrás de uma franquia já sabe das garantias do negócio. As franquias não são um solo frágil. Elas são um braço de uma marca consolidada”, aponta.

Nas projeções de Ademar, a expectativa é que esta edição da feira supere os 40 milhões de reais, número cravado em 2013, quando a Franchising fair esteve em na capital pela última vez. As chances de ultrapassar esse valor são altas, já que para este ano, são 150 empresas e 85 stands oferecendo as mais variadas franquias, o que, segundo o diretor da feira, só comprova a consolidação do evento e, consequentemente, das franquias na capital. “Tivemos que recusar algumas empresas que nos procuraram. Já não havia mais espaço”, afirma.

O analista de sistemas João Brando chegou à feira pensando já com duas ideias na cabeça: comprar uma franquia de paletas mexicanas ou ser representante de uma rede de alimentação saudável. “O segmento de alimentação, para mim, é o mais rentável. Dependendo do produto que você escolhe, a procura pode ser menor, dependendo da época do ano, mas ela não vai acabar, porque as pessoas não vão parar de comer”, diz João, que volta os olhos para um vendedor animado, explicando o sucesso que as paletas têm feito na cidade.

Enquanto João faz as contas no papel, até escolher qual franquia vai comprar, a administradora Martha Rodrigues já chegou à feira sabendo exatamente qual seria seu novo negócio. “Uma escola de idiomas.Na edição anterior, eu vim sem intenção de comprar. Queria conhecer esse negócio de ser franqueada. Agora, que consegui juntar uma boa quantia, só me falta escolher qual vai ser minha franquia”, afirmou Martha, enquanto caminhava para o primeiro stand de uma escola de inglês.

Se Martha e João já chegaram ao Expominas sabendo exatamente – ou quase – como dar início ao próprio negócio, outros visitantes da feira mal sabiam nem por onde começar. “Até queria investir em uma franquia, mas, agora, não tenho dinheiro. Vim aqui só para conhecer os trâmites das franquias”, disse o publicitário Marcello Albuquerque. Já o advogado Lucas Silveira, dinheiro não é problema. “Até tenho uma grana para comprar uma franquia, mas ainda não sei qual. Vou visitar um montão de stands primeiro, aí, tomo minha decisão”.

Mesmo os visitantes mais inseguros puderam acompanhar palestras e outras atividades promovidas ao longo da feira para esclarecer dúvidas sobre o segmento. Além, é claro, de expositores com discurso afinado para vender o próprio peixe. O diretor de uma empresa de contabilidade, Ricardo Aguiar, acabava de fechar um contrato e já partia para receber outros visitantes, quando parou alguns minutos para falar com a reportagem. “As dúvidas são muito pontuais. Não os vejo como simples visitantes. Para mim, todos são franqueados potenciais”.

A empresa onde Ricardo trabalha foi a primeira a expandir os negócios para o ramo de franquias na área de contabilidade. “O nosso foco é no contador. Nós não vendemos uma franquia da empresa. O que nós vendemos é o know-how da nossa empresa e um modelo de gestão que permita ao profissional conseguir atender, com excelência, a cartela de clientes que ele tem ou almeja alcançar”, explicou. A empresa oferece diversos modelos, com valores que variam entre 16 mil reais e 55 mil reais.

“Simpatia, paciência e conhecimento das franquias como um todo”. Esse é o segredo de Paola Barbosa, executiva de negócios de uma empresa de telefonia para alcançar a meta na feira. Com valor inicial de 150 mil reais, a empresa oferece um estudo completo do local onde a franquia será aberta, além de capacitação técnica para o franqueado. Segundo Paola, “quem procura a gente para abrir uma franquia já sabe o que quer. Nós oferecemos essa segurança, para que o representante saiba como e onde ele vai atuar”, apontou.

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Posted in: Economia