Verão Arte Contemporânea começa na próxima terça-feira

Posted on 10/01/2014

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Edição 2014 traz, como novidade, a fotografia

Festival reúne 57 atrações nacionais e internacionais / Divulgação

Festival reúne 57 atrações nacionais e internacionais / Divulgação

A 8ª edição do Verão Arte Contemporânea (VAC) vai promover o resgate da memória afetiva e, ao mesmo tempo, discutir a sua relação com a vida moderna. “Inventário” é o tema desta edição do festival, que começa na próxima terça-feira (14), e se estende até 16 de fevereiro. Ao todo, são 57 atrações nacionais e internacionais espalhadas em 31 espaços da cidade.

O roteiro inclui artes cênicas, shows musicais, intervenções urbanas, ações de moda e eventos gastronômicos, além da fotografia, novidade nesta edição.

Diversidade cultural e renovação da estética artística têm sido a marca do festival, desde a primeira edição, em 2007. Em contrapartida, 2014 será um ano para resgatar a memória, em todos os sentidos, como explica a diretora artística do VAC, Ione Medeiros. Para ela, “é preciso, e necessário, tratar a memória de modo contemporâneo”, disse.

De acordo com um dos organizadores do festival, Jonnatha Horta Alves, o tema foi definido após a curadoria perceber que havia um diálogo entre passado e presente nas atrações selecionadas. “Nós queremos promover uma conversa entre passado e presente, e articular as imagens que têm algum registro, e não possuem memória”, explicou.

Com preços populares e atrações gratuitas, o evento, idealizado para expandir e promover a produção cultural da capital mineira, apresentará oficinas e cursos que resgatam técnicas e práticas artísticas, reforçando a proposta do tema.

Como inventário de afetos, a Memória estará presente em diversas atrações do VAC. Em uma delas, o público poderá participar de um banquete de receitas antigas e uma coleção de objetos antigos em que os participantes poderão acrescentar peças ou trocá-las por outras.

Novidade para a edição 2014 do VAC, a Fotografia ganha destaque em diversos espaços. O Museu de Arte da Pampulha vai abrigar a exposição “Esquizofrenia Tropical”, coletivo com 14 projetos de 16 fotógrafos sul americanos que narram a bipolaridade vivida pela América Latina nos últimos anos.

O Espaço Mari’Stella Tristão, do Palácio das Artes, recebe, a partir de 16 de janeiro, a exposição “Atlas”, da Companhia Rapadura, que participa pela primeira vez do VAC. A mostra é inspirada em mapas, daí o nome Atlas, e a proposta é reunir fotos de lugares aleatórios que proporcionem ao público um percurso imaginário e visual.

Música para todos os gostos – Neste ano, não vão faltar opções de novas bandas para o público. Vários artistas vão aproveitar a participação no VAC para lançar seus novos trabalhos. É o caso do Douglas Dinn. O MC apresenta o álbum “Causa Mor” em 25 de janeiro, no teatro Oi Futuro Klauss Vianna. Douglas é grande conhecido no cenário alternativo da capital e sua trajetória se confunde com a história do Duelo de MC’s.

Coincidências à parte, a banda “Músicas do Espinhaço” apresenta, em fevereiro, no Cine Theatro Brasil, seu mais recente trabalho, “Janelas”. O álbum, financiado pelo crowdfunding, reúne canções do grupo inspiradas nos aspectos naturais e culturais da Serra do Espinhaço, cadeia de montanhas na divisa de Minas com Bahia.

Para o vocalista Bernardo Puhler, o trabalho da banda vai ao encontro desta edição do VAC justamente por fazer um resgate das tradições mineiras. “O tema do festival é sobre inventário, e nossa música sempre buscou resgatar e preservar a cultura do Estado”, disse.

O músico ainda aponta que participar pela primeira vez do VAC é uma experiência “maravilhosa, pois o festival é uma grande vitrine para novos artistas e promove esse contato mais direto com o público”.

Marina Machado e Graveola e o Lixo Polifônico também são atrações onfirmadas. Marina apresenta o álbum “Quieto um pouco” em janeiro. Em Fevereiro, o Graveola sobe aos palcos do Teatro Bradesco para lançar o quarto disco da banda, “Vozes Invisíveis”, ou “Dois e Meio”.

Na dança, o VAC traz as apresentações da Cia. Mário Nascimento e Meia Ponta Cia de Dança, além dos artistas Thembi Rosa, O Grivo, Manuel Guerra, Dorothé Depeauw e Lucas Sander, que apresentam experimentações entre dança, software, som e imagem. O Coletivo Breaking no Asfalto também se apresentará nos sinais de diversos pontos da cidade.

O programa Verão nos Ateliês, que promove um encontro do público com os artistas em seus locais de trabalho também ganha destaque nesta edição. Outra iniciativa é o Verão nos Museus, que divulga e promove atividades em diversos locais da cidade. O Circuito Cultural Praça da Liberdade também entra no roteiro do VAC, com apresentações musicais, intervenções artísticas e exposições.

O Verão Arte Contemporânea é idealizado e realizado pelo Grupo Oficcina Multimédia (GOM), em parceria com a Produtora Mercado Moderno. Outras informações e a programação completa do festival estão disponíveis no telefone (31) 3227-7331 e no site oficial do evento.

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Posted in: Arte, Cultura, Diversão