Ronaldo Costa Couto lança livro sobre a história de Juscelino Kubitschek

Posted on 30/10/2013

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Na Academia Mineira de Letras, escritor conversou com o público e revelou detalhes da biografia de JK

Obra reúne diversos momentos da vida de JK

Obra reúne diversos momentos da vida de JK

O escritor Ronaldo Costa Couto esteve em Belo Horizonte, na quarta-feira (30) para lançar seu mais recente trabalho, o livro “O Essencial de JK – visão e grandeza, paixão e tristeza” (Editora Planeta), obra que reúne histórias da vida política do presidente que mudou a história do país. O encontro foi realizado no auditório Vivaldi Moreira, da Academia Mineira de Letras, durante mais uma edição do projeto Sempre Um Papo, e contou com um bate papo a respeito da importância de Juscelino Kubistchek para a história da política brasileira.

A trajetória completa de JK – da infância pobre à morte brutal, na Via Dutra, em agosto de 1976 – está presente no livro de Ronaldo. O texto, que pode ser dividido em duas partes, a primeira contando histórias sobre o menino de Diamantina, seus amores e suas dores, apresenta ao leitor o início da carreira de um dos políticos mais influentes do Brasil. A segunda parte aborda a vida pública do “Presidente Peixe Vivo”, passando pela prefeitura de Belo Horizonte e o governo de Minas, até culminar na presidência da República, fase em que JK modificou o país e a nação avançou 50 anos em 5.

“A trajetória de JK é exatamente isso: sonho e glória, paixão e história, que podem ser confundidos com amor e dor. Amor, pelo Brasil. Dor, por ter ficado longe do país durante o período em que foi perseguido pela ditadura e teve que se exilar na França”, aponta Ronaldo Costa Couto. Para o autor, uma das fases mais complicadas da vida de Juscelino foi quando ele precisou abandonar o país. “Ele era a estrela mais brilhante daquela geração. Sair do país, naquela fase negra da política, era, para ele, uma dor imensa”, disse.

Acidente ou atentado? – Há uma parte do livro dedicada à morte de Juscelino Kubitschek, que continua um mistério para aqueles que acompanharam a trajetória política do ex-presidente, desde o início. A versão oficial é de que, em 22 de agosto de 1976, o Chevrolet Opala 1970, conduzido por Geraldo Ribeiro – motorista de JK desde o primeiro dia como prefeito de Belo Horizonte, em 1940 –, foi atingido, por trás, por um ônibus. Desgovernado, atravessou o canteiro central e, na outra pista, foi apanhado, de frente, por uma carreta.

“Acredita-se em muita coisa. Familiares, amigos e muitos estudiosos juram que JK foi assassinado. O inquérito da polícia, na época, concluiu que foi um acidente de estrada. Mas Juscelino Kubitschek estava na lista da Operação Condor, o que pode caracterizar um atentado” explica o autor. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas reforçou pedido para nova perícia no corpo do motorista de JK. A suspeita é de que o ele foi baleado. “Apesar de tudo, essa tragédia não pode ofuscar a importância de JK para o país”, finaliza Ronaldo.

Ronaldo Costa Couto nasceu na cidade de Luz, no interior de Minas Gerais. É escritor, doutor em história, pela Universidade de Paris-Sorbonne, economista, pela UFMG, professor, pesquisador e jornalista. Participou, ao lado de Tancredo Neves, do movimento das Diretas-Já. Foi ministro do Interior, governador de Brasília, ministro do Trabalho e ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República. É autor, entre outras obras, de Brasília Kubitschek de Oliveira, que inspirou a minissérie JK, da Rede Globo.

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Posted in: Literatura, Política