Artistas do Cirque Du Soleil se apresentam para crianças

Posted on 10/10/2013

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Em Inhotim, trupe canadense realizou oficinas para alunos de escolas públicas da capital

Cirque Du Soleil em Inhotim

Lolo realiza oficina de palhaços com as crianças

Cerca de 200 crianças da rede pública de ensino de Belo Horizonte tiveram uma oportunidade única: conhecer e se integrar com os artistas do Cirque Du Soleil. O encontro ocorreu na quinta-feira, 10, em Inhotim e, durante o passeio, os visitantes puderam entender um pouco mais do trabalho da trupe canadense e participar de oficinas com os circenses, além e conferir um recorte da trilha sonora do novo espetáculo, Corteo, em cartaz na capital, até 27 de outubro.

O encontro começou com uma sessão de perguntas e respostas no teatro do Centro Educacional e Cultura Burle Marx. A trapezista brasileira Camila Comin, que conduziu a conversa, teve que se desdobrar com uma série de perguntas inusitadas, como “você sabe sambar?”, “você sabe fazer o quadradinho de 8” e “você já caiu alguma vez?”. Entre risos e dúvidas, as crianças se encantaram com uma apresentação de equilíbrio de dois artistas russos.

As crianças aprenderam algumas técnicas de malabares

Depois do bate-papo, as crianças participaram de workshops de malabares e acrobacias. A dificuldade de comunicação com alguns artistas, apenas cinco integrantes do Cirque Du Soleil são brasileiros, não foi nenhuma barreira, já que a língua universal desse encontro foi a magia do circo. Rafael (8) se divertiu com as argolas do canadense Olivier Sabourin, apesar das poucas palavras – em português – trocadas com o circense. “Quando ele jogava elas para o alto, parecia fácil, mas quando me deu pra fazer, eu achei mais difícil, mas foi legal brincar com isso”, disse.

“Essas crianças são muito livres, e eu gosto disso”, explica palhaço espanhol, Lolo Fernandez. Protagonista de Corteo, o artista já percorreu São Paulo e Brasília, mas se encantou com o calor do público mineiro e com a chance de ter um contato mais direto com as crianças. “Essa, talvez, seja a única oportunidade que elas terão de conhecer o circo e, talvez, não vão esquecer esse dia. Para nós, é uma forma de retribuir todo o carinho que as pessoas desse lugar têm com a companhia”, destacou.

E também participararam de oficinas de acrobacia

E também participararam de oficinas de acrobacia

A ida do Cirque Du Soleil ao museu integra a programação da semana da criança do Inhotim. Segundo a coordenadora de programação cultural do Instituto, Morgana Rissinger, “O Cirque Du Soleil nos procurou para uma parceria. Eles sempre buscam fazer algum tipo de atividade em lugares representativos nas cidades por onde passam. Uma maneira de marcar a passagem deles por aqui. Para nossa sorte, a temporada do Cirque, em Minas, ocorre justamente durante a semana das crianças”, explicou.

Para a acrobata brasileira Romina Aurich, essa iniciativa da companhia, em sempre deixar um legado social por onde passa, é um dos gestos mais importantes para crianças que, nem sempre, têm a chance de assistir a um espetáculo do Cirque Du Soleil. “As parcerias são muito válidas. Essas crianças são o nosso futuro e qualquer iniciativa pode colaborar. Quem sabe um desses meninos não acaba virando nosso colega de trabalho”.

Os músicos do Cirque Du Soleil apresentaram um recorte da trilha sonora de Corteo

Samanta (9) e Joel (8) querem que os artistas voltem mais vezes. As duas crianças participaram da oficina de malabares e se interessaram pela técnica. “Eles podiam ir lá na escola e dar aulas para a gente. É muito divertido brincar assim”, contou Samanta. Joel até arrisca uma provável carreira circense. “Eu achei legal, e fiquei com vontade de ser artista do circo”.

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Posted in: Arte, Cultura