Urban Arts chega a Belo Horizonte

Posted on 07/09/2013

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Primeira galeria de arte digital da cidade vai funcionar na Savassi

Georgina e Leonardo comemoram a abertura da franquia mineira da Urban Arts / Edy Fernandes

Georgina e Leonardo comemoram a abertura da franquia mineira da Urban Arts / Edy Fernandes

Após 25 anos trabalhando em uma instituição financeira, Leonardo Salvo decidiu que era hora de mudar. Cliente da Urban Arts de São Paulo, o empresário resolveu, então, apostar no sistema de franquias da sede paulista, e pisar em um novo chão. Agora, o público alternativo de Belo Horizonte já pode comemorar. A capital ganhou, nesta quinta-feira, 5, uma franquia da primeira galeria de arte digital do Brasil.

A Urban Arts BH é uma iniciativa de Leonardo, junto com a esposa, a psicóloga Georgia Lavorato. O desejo de iniciar um novo negócio também foi motivado por outros dois fatores. “O público daqui gosta muito de decoração”, explica Leonardo. O segundo tem mais a ver com a economia. “Com o boom imobiliário dos últimos cinco anos, muita gente adquiriu um imóvel novo e começou a se preocupar com decoração”.

Para dar início às atividades, o casal desembolsou cerca de R$ 250 mil para pagar o acervo inicial de mil peças e molduras e a estruturação do ponto comercial na Savassi. Segundo Georgina, o mercado de arte digital ainda é pouco explorado no país, e a loja trabalha com os conceitos de diversidade e arte acessível. “A gente se vira ao avesso quando resolve mudar, mas eu acredito que estamos no caminho certo. Os preços cabem no bolso e é difícil alguém entrar aqui e não gostar de pelo menos uma peça”, disse.

A Urban Arts BH vai trabalhar com obras originais, pôsteres, réplicas e telas em lona. Além de peças aplicadas em camisetas e almofadas, ímãs de geladeira e canecas. No caso de réplicas, as obras vão de R$ 39 R$ 600. Já para originais, os preços vão de R$ 600 a R$ 2.500 dependendo do tamanho, da técnica e do artista. O tíquete médio estimado para o público consumidor de Belo Horizonte deve ficar entre R$ 200 a R$ 300.

Outra vantagem, tanto para o consumidor quanto para o artista é que a Urban Arts trabalha com um número limite de 250 cópias. “Isso garante originalidade, diversidade e uma constante atualização do acervo das franquias”, explica o empresário paulistano e dono da marca, André Diniz. Fundada em 2009, em São Paulo, a galeria conta, hoje, com mais de 200 artistas cadastrados.

Para o artista plástico Ataíde Miranda, um dos parceiros da franquia mineira, a iniciativa deve ser comemorada. “Faltava um espaço assim para os artistas da cidade”, disse. Miranda ainda destaca a importância que a galeria tem para os novos talentos da capital. “O que a Urban Arts faz é um trabalho de popularização da arte. As pessoas vão poder conhecer novos trabalhos e a arte não vai ficar restrita a um mercado elitizado”, apontou.

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Posted in: Arte, Cidades, Economia