Decanter Wine Show apresenta os sabores do Novo Mundo

Posted on 22/08/2013

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Evento reuniu 26 produtores de vinhos para apresentar o que há de melhor na fabricação vinícola

Feira reuniu produtores de 26 países / Edy Fernandes

Feira reuniu produtores de 26 países / Edy Fernandes

Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul têm algo em comum. Todas essas nações estão emergindo na arte da fabricação de vinhos finos e conquistado um mercado exigente e conhecedor de sabores e técnicas. Na última quinta-feira, 22, produtores desses países se reuniram no Imperador Eventos, durante a 5ª edição da Decanter Wine Show (DWS), considerada a maior demonstração e degustação independente de vinhos do Brasil.

Organizada pela Enoteca Decanter BH, a feira reuniu 26 produtores, dos países do “Novo Mundo” do vinho. No total, 200 rótulos da bebida foram apresentados ao público, composto por profissionais da área, empresários da gastronomia e estudantes (ou amantes de vinhos), os chamados enófilos. Antes de Belo Horizonte, a feira passou por Brasília (19 de agosto), Rio de Janeiro (20 de agosto) e São Paulo (21 de agosto).

Para o organizador da DWS e sócio-diretor da Decanter, Flávio Morais, a proposta é “apresentar aos consumidores brasileiros os melhores rótulos do Novo Mundo, numa possibilidade única de discutir com o próprio produtor as características dos vinhos”. O organizador ainda apontou a importância da feira para o mercado. “É uma forma de criarmos vínculos com produtores e consumidores”, disse.

Os vinhos produzidos por argentinos e chilenos são os mais consumidos no Brasil, responsáveis por quase 60% da importação do país. “Dos seis produtores mais premiados mundialmente de toda a Argentina, três são importados pela Decanter e estão aqui: Riglos, Vinã Alicia e Las Moras”, disse o sommelier gerente da Enoteca Decanter, Gustavo Giacchero. Dos produtores ainda pouco difundidos, Guiacchero explicou que Nova Zelândia e Austrália vão surpreender os enófilos.

O chileno Raul Manriquez, diretor de uma empresa que trabalha com quatro marcas, se disse otimista com os resultados que podem ser obtidos durante a feira. Para ele, o “mais importante é que estamos nos aproximando do público brasileiro. É uma forma direta de conversar com pessoas que entendem e desfrutam desse mercado que vem crescendo em qualidade e produção”.

O crescimento do público da feira reflete o maior interesse do país pelo mundo dos vinhos. Pesquisa realizada pela WineIntelligence constatou que a bebida está sendo consumida com mais frequência. Dos entrevistados, 33% bebem vinho três vezes por mês, 25% disseram que é uma vez a cada dois ou três meses, enquanto 21% informaram que o consumo é feito semanalmente.

Para o diretor da Quinta da Neve, Acari Amorim, essa procura maior por vinhos reflete uma mudança nos costumes do consumidor. Amorim explica que os brasileiros têm aprendido a apreciar diferentes bebidas, “como o vinho. Penso que estamos quebrando alguns preconceitos, principalmente em relação aos vinhos fabricados no nosso país”, argumentou.

Em 2012, a DWS foi exclusiva para produtores da Europa, os chamados vinhos do Velho Mundo. Para a edição que celebra as produções do Novo Mundo, o principal ingrediente foi o diferencial, como destaca o produtor argentino, Rafael Calderón. “Acredito que a tradição europeia pesa muito na hora da escolha dos vinhos, mas, para nós, produtores do Novo Mundo, a feira é uma chance de mostrarmos que temos algo a mais que os europeus. Mas para descobrir, é preciso provar”.

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Posted in: Economia