Cinema alternativo entra em cartaz no Cine Humberto Mauro

Posted on 30/01/2013

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Com seleção diversa, mostra apresenta 24 longas nacionais e internacionais, de 4 e 28 de fevereiro.

Cosmopolis, Imagem Filmes / Divulgação

Cosmopolis, Imagem Filmes / Divulgação

Filmes fora do circuito comercial do cinema ou com pouca visibilidade serão exibidos, de 4 a 28 de fevereiro, no Cine Humberto Mauro. A mostra Inéditos/Passou Batido chega a Belo Horizonte com a promessa de oferecer um espaço maior para a divulgação de películas nacionais e internacionais, a preços populares. Para cada sessão, o ingresso custa R$ 5,00, com meia-entrada a R$ 2,50.

Inéditos/Passou Batido irá exibir um total de 24 obras. Desses filmes, 11 são películas brasileiras e representam um recorte do cinema contemporâneo nacional, em sua maioria, não explorado no circuito comercial das salas. Entre os filmes da mostra, estão A Cidade é Uma Só, de Adirley Queirós, Doméstica, de Gabriel Mascaro e Na Carne e na Alma, de Alberto Salvá.

Grande destaque da mostra, O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, foi considerado pelo New York Times um dos melhores longas de 2012. Além de prêmios nacionais, o filme foi reconhecido em festivais da Alemanha, Polônia, Dinamarca e Sérvia. Inéditos/Passou Batido em BH revela também outra produção premiada: Onde Borges Tudo Vê, de Taciano Valério, que abriu a 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Os internacionais também chamam a atenção. Isto Não é Um Filme, produção iraniana dirigida por Jafar Panahi e Motjaba e Mirtahmasb, e Minha Felicidade, de origem russa e dirigida por Sergei Loznitsa, fazem duros questionamentos à lógica social de seus países. O Porto, de Aki Kaurismaki, e Hahaha, de Hong Sang-Soo, além dos prestigiados pela crítica especializada, como Drive, de Nicolas Winding Refn, e Cosmópolis, de David Cronenberg, também estão entre as produções escolhidas para a mostra.

Segundo o Gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, Rafael Ciccarini, a mostra pretende democratizar o acesso à sétima arte, além de oferecer filmes de qualidade ao cidadão belo-horizontino, gratuitamente ou a preços populares. “Um dos papéis da instituição é dar visibilidade aos cineastas que não possuem espaço, além de discutir e fazer reverberar o que não é discutido, através dos filmes”, comenta.

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Posted in: Cultura